Assim como me enviaste ao mundo, eu vos enviei ao mundo”. Jesus

Quando se fala do mundo num ambiente evangélico, logo se pensa em tudo pode comprometer a nossa vida: pecado, carnalidade, sensualidade, etc…. Sempre aparece alguém pregando sobre o perigo de se envolver com pecadores e como o estilo de vida dessas pessoas pode corromper nossa fé. Parece até que o ditado “me dizes com quem tu andas que te direi quem és” virou versículo bíblico. Mas é interessante relembrar a oração de Jesus no qual ele diz que Ele nos envia ao mundo, sendo testemunhas Dele.

Não parece estranho que Jesus nos mande para o mundo enquanto muitas vezes somos advertidos na igreja a não se envolver com o mundo? Quem está com a razão?

Em sua estada por esse mundo, o Senhor Jesus comeu e bebeu com pecadores, abraçou os excluídos pelo sistema (inclusive religioso), tocou e foi tocado por aqueles tidos como impuros, agiu com misericórdia com prostitutas e pegos em pecado. Investiu seu tempo ouvindo cegos pedintes e tomou crianças nos braços e afirmou que seu Reino era daqueles que se assemelham a elas. Acolheu mulheres(também descriminadas pela sociedade de sua época), confrontou lideranças e marcou a História dividindo-a entre antes e depois Dele.

Na praia, na praça, em festas, nas ruas e mesmo no deserto (e de vez em quando no templo), Jesus era presente na vida de seu povo e marcou sua geração porque seu entendimento de missão passava necessariamente pelo convívio e pela identificação com as pessoas!

O reformador alemão Martinho Lutero uma vez afirmou” O Reino tem que ser estabelecido em meio aos teus inimigos. Quem não quiser se sujeitar a isso não quer ter parte no Reino de Cristo, mas que viver cercado de amigos, viver em um mar de rosas, na companhia de gente piedosa, jamais de gente má. Ó blasfemadores e traidores de Cristo! Se Cristo tivesse agido como vocês, quem teria se salvo?”.

A grande tragédia de nosso tempo é ver que embora cresçamos em número, não influímos positivamente no mundo. Por que será embora cresça o número de igrejas e adeptos as igrejas evangélicas, o Brasil não se torna um país melhor? Não seria por conta da nossa ausência? Quais são as grandes questões suscitadas por nós que têm feito a sociedade brasileira repensar seus valores? Queridos, se a nossa geração nos lembrar pelo barulho causado pelos nossos cultos, nossa contribuição é pobre e não merecedora da grandiosidade do projeto do Reino de Deus para o Brasil.

Ante a vida de Jesus, somos provocados a perceber que para ser testemunhas dele e chamados a viver como Ele e seguindo-o exemplo de caminhada. Eu e você somos desafiados a não viver em nossos grupinhos ou guetos religiosos, mas a entender que nossa fé deve sair das quatros paredes frias dos templos religiosos e encontrar seu espaço nos palcos da vida.

Caso isso não aconteça, seremos sal que não salga, luz que não alumia, uma igreja irrelevante e marcará sua presença na história por sua ausência. Seremos tudo, menos testemunhas vivas de Jesus, o ressucitado.

Em Cristo, nossa Viva Esperança,

Caio César Marçal

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